sábado, 21 de abril de 2012

de ser...



Escrevo para viver. Escrevo para ser. Escrevo, logo existo.
Nas palavras, eu sou. Porque sou palavra. Sou verbo, substantivo, adjetivo. Sou sujeito, predicado, objetos e complementos.
Escrevo por que sou o dito e o nao dito; o que fala e o que cala; linhas e entrelinhas.
Sou o fluxo e a pausa. Sou ponto, sou virgula e muitas reticencias...







quarta-feira, 18 de abril de 2012

dos livros...

Aprendi com Machado de Assis que felicidade e casamento são questões de decisão... 
E aprendi com Adriana Falcão que certeza é quando a ideia cansa de procurar e para...



domingo, 8 de abril de 2012

De Pathos


E eu que sempre quis ter o controle de tudo, do timão e do leme do meu barco, das coordenadas e dos ventos, não aprendi a padecer.
Não aprendi o sofrer e o gozar do sujeito assujeitado, da alma que levemente sucumbe e se deixar levar na correnteza do que passa, do que se passa (e então, e só então, algo lhe passa).
Acho que meu sujeito é moderno... Mas os tempos mudaram... E esse sujeito anacrônico nada tem de contemporâneo...

Amor, se eu fechar os olhos e lhe der a mão, você me ensina?



quarta-feira, 14 de março de 2012

Salve Castro Alves!

Para comemorar o Dia Nacional da Poesia (14/03), compatilho um poema de Castro Alves, patrono desta data e cujo aniversário natalício se celebra hoje.
Há 165 anos, a Bahia viu nascer o menino Cecéu, que mais tarde se tornaria poeta dos escravos, cantor da liberdade e amante das mulheres - na cama e em versos.
Suas obras estão disponíveis no Portal Domínio Público (clique aqui). Vale a pena (e muito!) conferir! Eu amo o prólogo de Espumas Flutuantes, obra que abriga o poema abaixo.


A duas flores

São duas flores unidas,
São duas rosas nascidas
Talvez no mesmo arrebol,
Vivendo no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.

Unidas, bem como as penas
Das duas asas pequenas
De um passarinho do céu...
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.

Unidas, bem como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar...
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.

Unidas... Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rosas da vida
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!