Ziguezagueando entre as mesas como um rio serpenteando pelas pedras, ela desfilava beleza e semeava veneno.
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sexta-feira, 17 de março de 2017
sábado, 15 de agosto de 2015
Do que falta
Em um momento em que faltam inspiração e criatividade próprias, busco palavras outras para ver se me inspiro... Acho que minh'alma anda meio enferrujada. Preciso tirá-la para dançar, para que ela se lembre que ainda é possível voar...
sexta-feira, 27 de março de 2015
Do medo
sábado, 2 de agosto de 2014
da vida
Meio zonza, meio cansada, inteiramente sonolenta, ela se olhou no espelho.
Sim, estava diferente. Algo havia mudado. Não sabia o que.
Enjoada, tentava entender o que (lhe) ocorria. Com fome, queria devorar o mundo em grandes e fartas porções. E seu desejo parecia não ter fim... Algo em suas entranhas parecia pulsar, parecia crescer, queria dar-se a conhecer... (e descobriu-se prenhe de vida)
quinta-feira, 17 de julho de 2014
sábado, 28 de junho de 2014
indo...
Acho que o problema é querer sempre mais: mais da vida, mais do mundo, mais de mim... Essa história da ampliação da esfera de presença me persegue, e eu persigo ela. Não fico onde não me cabe, e como não quero caber, para sempre vou (no gerúndio, indo...)
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Diagnóstico
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
(des)faz
... e, de repente, já é tudo vapor aqui dentro. Indícios do
que já foi e continua sendo, mas já é outra coisa...
sábado, 21 de setembro de 2013
A morte da Esperança
Não foi a última a morrer.
Também não foi a primeira.
Tampouco morreu de velha.
Consta no atestado de óbito que a morte foi causada por um poderoso punhal de puro aço, cravado no
peito às 5 horas, na Avenida Central.
Cansada de esperar, em um golpe certeiro, a Esperança morreu de desgosto.
(... mas as pessoas na sala de jantar...)
Também não foi a primeira.Tampouco morreu de velha.
Consta no atestado de óbito que a morte foi causada por um poderoso punhal de puro aço, cravado no
peito às 5 horas, na Avenida Central.
Cansada de esperar, em um golpe certeiro, a Esperança morreu de desgosto.
(... mas as pessoas na sala de jantar...)
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Desprendida
Descobriu que não havia grilhões, nem laços.
Abriu a porta.
Deixou-se rasgar pelo o ar fresco.
Colocou o pé na estrada.
E foi...
terça-feira, 17 de setembro de 2013
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
domingo, 18 de agosto de 2013
Da ausência
No começo, a falta e a distância deixavam saudade e esperança.
Depois, a falta foi tanta e a distância tamanha que o corpo se acostumou com a falta e a ausência se tornou rotina.
A esperança fez as malas. Não espero nada.
Quanto a saudade, não sei que fora feito dela.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Da elegância

Sempre tive o pé atrás com essa coisa de ser chique
Quando penso em chique me vem à mente 10 kg de bijuterias douradas (com muitos brilhos!!), estampa de onça e por aí lá vai. Nunca tive vontade de sê-lo.
Vivo em busca da elegância. Elegância não tem nada a ver com quanto se gasta com moda. É mais uma questão interna, um estado de espírito revelado nos gestos, jeitos, trajes e trejeitos.
Pensando sobre, acho até que construí uma máxima: ser chique é cafona, bom mesmo é ser elegante.
E de elegância Paul Valéry entende. É dele uma definição perfeita: elegância é a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado sutil de se deixar distinguir.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Cadê?
Ando com saudades das minhas palavras, dos meus devaneios.
Os caminhos por onde ando estão tão marcados, tão direcionados, tão objetivos, tão utilitários e tão ligeiros que nem me perco.
Não me perco nos caminhos, mas não me acho. Sigo longe de mim.
Na rota da rotina, ando com saudades.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Eu sei. Eu vi.
Hoje entendi aquilo que eu já sabia, mas não queria saber, ou talvez não quisesse entender.
A "possibilidade de" sempre espetou a alma. Mas a certeza de agora dilacera.
Mas deixa doer. Deixa eu chorar. Deixa eu sangrar.
É. No fundo, eu sempre tenho razão. Devia acreditar mais no que minha intuição diz (mas nem por isso eu sofreria menos).
Hoje entendi aquilo que eu já sabia, mas não queria saber, ou talvez não quisesse entender.
A "possibilidade de" sempre espetou a alma. Mas a certeza de agora dilacera.
Mas deixa doer. Deixa eu chorar. Deixa eu sangrar.
É. No fundo, eu sempre tenho razão. Devia acreditar mais no que minha intuição diz (mas nem por isso eu sofreria menos).
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
de pensar na vida
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Entreaberto...
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| by deviantArt |
Uma alegria tímida em meio a uma tristeza doce por deixar o calor adentrar lentamente em meu peito. Mas derreter o gelo de anos dá medo e dói. A mudança de estado assusta. As águas em ebulição queimam. Afogo-me nelas. Deixo-me escaldar em sua fervura. Cedo calmamente fazendo-me fumaça aqui dentro. E encontro a mim mesma na solidão de ser e de sentir. E aprendo que a coragem de ser é necessária para existir.
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