sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Misterioso cavaleiro


Meu misterioso cavaleiro
Em teu cavalgar errante
Levai-me contigo, no lombo
Do teu cavalo Rocinante

Recostada em teu peito, seguirei
A vibrar com cada intento
E com alegria, beijar-te-ei ao vê-lo
Derrotar os moinhos de vento

As gotas da aurora virão nos despertar
O matiz vermelho do horizonte
Pintará os labirintos do nosso caminhar

E após cada aventura e desatino
Ao fim e ao cabo de todo dia vivido
O leito de amar será nosso destino

4 comentários:

Mônica Paz disse...

Eu adorei essa história de leitor de amar! Lindo o poema!

Narradora disse...

Ai da vida sem aventura e desatino...
Lindo.
Bjs

Raimundo Poeta disse...

Será esta a visão de Dulcinéia sobre o seu amado Dom Quixote? Ah, podemos entrar um pouquinho numa mente alucinada, não? Afinal, como Othello pode matar Desdêmona? Ele deveria ter lido o último capítulo...
E em cada aventura, um dia vivido, um destino, um desatino...

Beijos.

Raimundo Poeta

Thalles Man disse...

Enquanto lia, imaginava a Dulcinéia debruçada sobre uma janela sussurrando ao vento o seu amor por Dom Quixote.

Belíssimo​ poema! ❤