sexta-feira, 19 de julho de 2013

Nada


Caramba! Nunca mais uma crônica.
Eu é que ando muito chata ou é o meu mundo que tá muito sem graça?
Os dois.

terça-feira, 2 de julho de 2013

(ex)periência

... e eu que falo de experiência, há quanto tempo não sei o que é uma? 
O que se passa comigo?
É justamente esse o problema: nada me passa, nada me acontece, nada me toca.
Sinto que estou embotada; há uma crosta no pensamento, no juízo, no corpo, nos sentidos. Ontem intensa, hoje tensa. E só.
Preciso
d-e-s-a-c-e-l-e-r-a-r o p-a-s-s-o
m-u-d-a-r o c-o-m-p-a-s-s-o...



quinta-feira, 27 de junho de 2013

Elena

Saí do cinema tonta. O corpo, pelo salgadinho
que comi antes da sessão. A alma, pela história. A quem Petra procura? Elena? Ela mesma? A quem eu procuro? Eu procuro?

Vi delicadeza, profundidade, intensidade, vida e morte, em meio a um mundo louco - geralmente tão superficial e tão “para inglês ver”. Por que será que as pessoas assim, desse jeito, sofrem tanto? Acho que é porque sentir dói. Ser dói. Encontrar-se e descobrir-se dói. Sentir é padecer. E almas delicadas, porque sensíveis, padecem com o mínimo, com o insuspeito, com o que parece bobagem, com o despercebido. Sim, pela capacidade de sentir aguçada, elas percebem o despercebido; e isso dói.

Querer mais dói. Mais fácil acostumar-se com o habitual, querer menos, sonhar menos, sentir menos, ser menos. A Pequena Seria morreu por querer muito. Será que eu tenho medo de querer?

Cá com meus botões, começo a ficar com medo da minha melancolia intrínseca (oprimida e reprimida) e assumo, com pesar, que sou covarde...

...acho que dançar com a lua deve ser bom...

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Da elegância


Sempre tive o pé atrás com essa coisa de ser chique

Quando penso em chique me vem à mente 10 kg de bijuterias douradas (com muitos brilhos!!), estampa de onça e por aí lá vai. Nunca tive vontade de sê-lo.
Vivo em busca da elegância. Elegância não tem nada a ver com quanto se gasta com moda. É mais uma questão interna, um estado de espírito revelado nos gestos, jeitos, trajes e trejeitos.
Pensando sobre, acho até que construí uma máxima: ser chique é cafona, bom mesmo é ser elegante.
E de elegância Paul Valéry entende. É dele uma definição perfeita: elegância é a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado sutil de se deixar distinguir.